segunda-feira, 24 de novembro de 2014












Bons sonhos poesia

Nem amanheceu...
Quando o sonho antecipa a primavera
Se feliz ela adormece...
Lembrando amores; quem me dera

Sonhando ouve cantigas de ninar
E um verso pálido fala do amor
Estrelas brilham
Desfazendo dor

Letras pequenas na leitura
Levam para mais longe...
E as grandes faz sonhar
Linda historia repleta de cor

Bons sonhos poesias...
Formosa ou triste
Se meus olhos acordam marejados
Meu amor é que insiste.


Magela & Elias
(in Bigumea 2015)





quarta-feira, 22 de outubro de 2014


Pronomes

Diga se me ama.
- não gosto e não posso.
Dizer que ama
Faz perder os sentidos...

E também não gosto
De pronomes...
Envergam a conexão e,
Os acho possessivos

Gostaria de poder gritar
Talvez, escrever em garrafais
Por este mundo mundano
Onde simplesmente diria que amo

Que ama não diz:
Mostra.
É que amor sempre escreve errado
Usando uma linha torta.

De Magela Poesias



quinta-feira, 11 de setembro de 2014


QF?

Linguagem de namorar
Sentado no sofá, tendo no colo
Um notebook e,
Esperança

QF? - Ele.
Esta me testando...? - Ela.
Leio seu livro cheio de borboletas...
Ma?

Ah! Claro; MQTD.
E você QF?
Tento dizer que Ta,
Mas sem palavras...

Como pode ser isso?
Olhando-te bem fundo nos olhos,
Dando-te o maior sorriso luminoso,
Aninhando no seu colo e um beijo gostoso

De Magela


Modo 

Para te namorar e te querer
Não preciso de língua nenhuma
Simplesmente quero.
Sem ser letrado em coisa alguma

Na linguagem do desejo
O que fala mais alto
É esse contato de pele
Que a boca não repele.

Quem ama tem que dizer
Que deseja!
Se disser que ama conflita
Com uma imagem latente

É inebriante o cheiro da paixão
Que paira no ar
Quando só com desejo
Deseja me falar...

De Magela






Negros

Negro e doce...
Aquele que não aceita
Sua parte desajeitada
E inconsequente
*
Aculturação, relativa
De quem não sabe na
Verdade nem o que vê
Sonha e sente
*
“um” certo e errado de catolicismo cristão,
Onde se propaga que o inferno é negro e escuro
E que o céu é claro
Iluminado, cheio de luzes
*
E eu? Eu sou Ogum!
Aquele que não pede: toma!
Mesmo assim não pude domá-la
E ter para mim.

Aquela cujos olhos são negros
Da negra beleza com o brilho da lua.
De negros cabelos que retrato em versos
Pelo acaso e pelas ruas
*
De Magela
(Imagem by De Magela - Exposição externa no B.Brasil na Capital/SP).

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Infinita Saudade



Infinita Saudade


Vibra o homem por sua paixão...
Pior é o poeta, cuja sensibilidade
Denuncia a construção espontânea
Por amar de verdade

Acrescenta paixão a sua alma,
Força e agilidade...
Sente sem ver...
Repelindo a fealdade

Sentindo mais a vida.
E os desejos...
Na vastidão de todas as mágoas,
O sorrir leve de uma flor na água

E eu que te perdi...
Rogativa de triste pássaro em liberdade
Só percebo agora sensivelmente
A grandeza desta infinita saudade.

De Magela



terça-feira, 1 de julho de 2014




"Lua quando esconde é que vai romper o dia...
Guajuvira inclinando lembranças,
Minuano que vem de longe 
Traz de volta o amor que tinha
Coberto de santa-fé, perto das gabirobas eu sei:
Tua alma é todo encanto da minha!"

Magela, Elias

"Lua quando esconde é que vai romper o dia...
Guajuvira inclinando lembranças,
Minuano que vem de longe 
Traz de volta o amor que tinha
Coberto de santa-fé, perto das gabirobas eu sei:
Tua alma é todo encanto da minha!"

Magela, Elias

sexta-feira, 20 de junho de 2014


Sem deixar recado

O som de um instrumento ao longe
Faz palpitar...
È como se aquela melodia fizesse
Alegre um instante.

Toca o vento  na janela clamando um lugar...
E por pequena fresta, teimosamente  quer entrar.
É saudade rompendo barreiras,
Esforçando-se por fazer lembrar.

Quero gritar e não consigo
Quero que o tempo passe rápido, mas  não passa.
Quero escrever palavras, mas parecem agarrar-se,
Não querendo me deixar.

Preciso da minha alma nua, apesar dos pudores...
Preciso tirar essa falta, doença, de maus amores
O sino da igreja toca longe...
Esta perguntando: quantas notas são necessárias ao poema?!

Abro a janela...
O vento já foi.
Era a saudade em aspirou no coração,
Que chega e vai sem deixar recado levando a inspiração.

Beatriz Germano/De Magela

quarta-feira, 21 de maio de 2014

“Os caminhos de Deus não são os nossos!”





“Os caminhos de Deus não são os nossos!”

Capim tapando os pés...
É na confusão da pradaria; tiririca, gordura e barba de bode.
Nem me lembro do meu pé na terra macia...
Modernidade: pisar no chão ninguém mais pode.

Chuva se atrasou... Poeira, maritacas, minuano soprando forte.
Olhando a esmo a tarde dá saudade...
E quando vinha parecia velhice:
Talvez ciúmes no pensamento que ainda não disse.

Lembro da confusão que fiz no acaso:
O “Macáia” havia passado, as andorinhas já tinham revoado...
Eu na varanda pitando paz, indo embora com os pássaros do céu.
Sentindo de lado o sobejo dela...! Se a morte estivesse ali, seria uma vaca amarela.

Dei-me de achado num outro lugar...
Tudo bonito, feito silêncio! A noite ali não tinha boca, nem as trevas do pensamento...
De repente! Repentinamente, vi Deus na minha frente.
Todinho de branco: branquinho até os dentes!

Quando o capim esta alto faz a gente duvidar. Cisma ruim é a de se pensar.
Será que estava no inferno...? Que lugar seria aquele? Resolvi perguntar.
Senhor! Este caminho é meu? Já cheguei ou ainda devo caminhar?
Falei mas minha perna tremeu.
“ Os caminhos de Deus não são os nossos, meu filho”. Esta na hora de voltar. Ele respondeu.
Voltei.
Vim por um tubo! Deslizando no além para chegar sentado numa cadeira velha com seu trançado e que vagarosamente foi parando de balançar. Parecendo tudo saber...
Cheiro de café – sabe como é: café faz acordar. Se for do bom faz a gente até delirar.

Notei que a tarde ia embora...
Deixou a lua e me espiar.
Ah! Mocidade traiçoeira de que tenho de lembrar...
Eu e a lua. A lua e eu...
Quem nesta vida mais importância me deu...?!

De Magela


sexta-feira, 16 de maio de 2014


Esquece coração!

Estava chateado, porque nem ligou...
Mas reconsiderei. O que seria a amizade verdadeira,
se nos casos estranhos, complexos, ou pela falta de palavras,
um amigo simplesmente fosse embora, e nada sentisse. 

Nada de consideração...
como se a solução do problemas fosse apenas,
virar a página, dizendo:
esquece coração!

De Magela

segunda-feira, 5 de maio de 2014



Quando a lua se esquece do sol

Restou sozinho o calor do sentimento...
Fechou-se assim, uma janela emoldurada,
Em que o peito pedia estar com ela,
E mais nada.

Que noticias se tinha daquele amor e daquele rosto...?
Aquele corpo medroso que pelo frescor da idade,
Vivia feliz, advertida de qualquer desgosto...
Mocidade...Teu riso é faceiro.

Mas devo remediar;
Deixar de falar que a amo tanto,
Q que para ser feliz, nesta lembrança,
Me apego em acalanto.

Quando a Lua se esquece do sol, que mais rogos faz minha prisão?
Quando o céu, pelo exercício do mundo, se escurece transtornado
É nesta hora que meu amor passeia agradável nos porões do coração,
Como se com ela tivesse sonhado!


De Magela

quarta-feira, 23 de abril de 2014




Doce do amor

As embalagens dos chocolates ainda estavam pelo chão...
Quando ela apareceu, vestida em camisola branca, tendo na
Boca um lindo sorriso e no olhar esperança.
Desnecessárias são as palavras quando a vida quer assim.

Do chocolate vem o deliciamento,
Do vislumbre da chegada do meu amor...
O perfume a envolver apertado
Na delicia daquele abraço.

Eu era o papel laminado dourado e prata a envolvê-la.
Ela, o motivo do enlace; na forma certa dos bombons,
Ali acondicionados; chocolate que crianças devoram!
(Ela tem esse doce...?)

O doce do amor, assim fica?
Ou, seria apenas saudade e esperança
Labutando na distante campinas,
E presas face a face?!

Seria a Lua cheia do frio?
Pequena e exprimida...?
Na espera longa, de que...
O Sol a abraçasse?!

Seria a espera da aurora
Que entorpece o céu...
Este que indefinido, apressa-se
Em esconder estrelas?

Amada minha! Ilumina teu rosto a luz clara destas horas e pelo
Brilho dos papeis, ainda ali jogados
Na intensidade dos doces dos amores e das balas
E de beijos roubados!

Deles tenho o gosto que tenho do amor
Do instante consumido que na ilusão de
Ver teu rosto no firmamento faz o canto adocicado
De sentimento que no canto deste peito ainda dorme.

De Magela/Carmem Teresa Elias







quinta-feira, 10 de abril de 2014




Alicerces

(Eu) sempre te escrevi...
Mas depois apagava.
Na melhor forma do que sentia,
Você sentia e brincava.

Realmente, foi o meu motivo,
De deixar amigos,
De renovar sentimentos,
Que nunca tinha sentido.

Achas que escrevo pela saudade de casa?
Achas que te deixo pelo péssimo relacionamento?
Na verdade te esqueci: teu nome não sei mais escrever...
Desprezo causa em nós, grande ensinamento.

Nem sempre o amor é uma resposta...
Terrenos em que se planejam as casas.
Alicerce sólido para as paredes
Telhado, acabamento e asas!

Fernanda Schons, Franciele Pinheiro, Magela e Elias
(Imagem De Magela - Casa dos Setes Erros, Petrópolis/RJ)





"Meu coração é calmo e sereno, até você chegar." De Magela/MBB.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

          

          Estranho amor
  • Ambiguidades...
    Dos segredos que há nos teus olhos
    E que não quero dizer...
    Para não tirar a beleza.
    *
    Há beleza que não precisa
    Ser dita...
    Há segredos em parcerias,
    Como se nada precisasse ser escrito
    *
    Qualquer verso é medido por teu gosto
    Mas, esse amar louco corresponde ao meu
    Porque essas emoções não são para qualquer um
    *
    Independente do que nasça,
    Nada em meu peito aparece assim, satisfeito
    E como um verso fica, estranho essa dor no meu peito.

    Magela e Elias.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Solidão, pasto vazio





Solidão, pasto vazio


Dá uma judiera quando a noite me pega cansado.
Tanto de viver pensando e, nenhum alguém do lado...

Lua cheia, clareia o rincão, tropeço na saudade e
gente isso não é bom.


Um apito agudo, minha vontade de gritar, mas é só o som
avisando que a noite já vem já.
Luz da lua, farol de um trem. Estrela cadente, menino inocente
Pare de sonhar.

Boi velho não berra...
Meus olhos ficam atordoados de ficar olhando serra.
De não ver ninguém...
De amar na intensidade, mas a lua nunca vem..."

De Magela/Carmem Teresa Elias
(solidão, pasto vazio - parte)





Amor de loucos
*
Quero um beijo...
Um que tenha o gosto de vinho,
Pensava eu, olhando da janela...
O mar.
*
Vinho argentino, traz o querer de um beijo.
Faz com que o amor tenha...
Tenha esse jeito impossível
Que se mistura ao amargor da saudade.
*
“Piental”
Amor dos loucos.
Palavra ardendo em outras...
Tango bom e ninguém para dançar.
*
Ah! O que vale a beleza dos céus e das estrelas
Sem o teu sorriso aqui?
Só queria agora teu beijo,
E um tango no paraíso
*
De Magela/Carmem Teresa Elias


Sem falar (Neruda)

Sem falar

Viajei...
Repentinamente estou em um museu
Centro cultural- sei lá, passeio de alma muda
E, estranhamente, visitava a casa do Neruda.

Magnético lugar
Pela força marcante nos móveis e paredes
Nos livros, no banco do jardim, na casa, enfim,
Era como se ele estivesse lá.

Interpretei manuscritos, na biblioteca, escrevi alguns rabiscos
Faria mais, não tivesse que andar
Aqui endeusam Pinochet
Realmente não dá para entender

Feito galho de arruda...
Todos conhecem e não gostam de ter
Ninguém aqui fala de Neruda; escolas, teatro, turismos...
Dele, o povo não saber lê.

De Magela/Carmem T. Elias





Diga apenas que me ama



Meu horizonte encantado

Alegria viva dentro de mim,
Energia que sacia

Por onde andarás?

Que faz agora?
Meu encantamento...

Minha poesia de amor...

Mostre o caminho
pelo qual deve seguir.

Você nasce, floresce...

Vive e cresce...
Me faz existir,
(chama ardente em mim)

Passam os anos a saudade reclama.

E ainda mais eu te amo
Coração Inflama embriagado de amor.

Diga apenas que me ama,

E tudo...
Tudo passa.

De Magela/Thy


Por ser assim

Mais uma vez te reencontro.

Noto que o amor que sinto não deixa engano.
Não se lamenta por ser assim
Eterno e complicado, mas é o que nos damos.

Almas gêmeas, perdidas num acaso...
Revivendo cada pensamento e emoções.
As sintonias que não se perdem com o tempo
Gravadas por demais em nossos corações.

Mas esta chance!

Outra vida sem passado.
Sonho ardente e inconseqüente
Amor frágil e complicado

Que não se afasta de mim

Coisas que acontecem deste jeito
Não consigo esquecer...
Como gosto do seu beijo, seu corpo...!
Seu cheiro e tudo enfim.



Reencontro-te. Provo o engano

Nada tenho pra explicar...
Acontece deste jeito...
Por ser igual a mim. (Explode no meu peito)

De Magela/Thy.16/02/2009

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Ermo




Há momentos que procuro um lugar ermo
Para rever velhas dores e escrever...
Paraliso-me entre pausas que não nascem de mim.
Nem me falo. Não grito; fico assim.

Envolto desta película
Submete o homem pela solidão indevida...
Própria da pele introspectiva,
Intervalo de corações e o mundo que reveste e distancia

Ouço o silencio de deuses em fúrias
Bolha de ar, atmosfera em desafetos!
Enfeites, ornamentos das aparências das dores
Plásticos que embrulham prantos não chorados dos amores!

E com o mesmo silencio indelével
Vive esta tristeza no peito buscando delicadeza...
Pode ser a solidão a razão desta fortaleza erguida!
Podem ser meus próprios gritos que a realidade trucida.

Para desfazer os estragos de tamanha solidão
Surgem teus braços abertos a me tornar humano!
Dissolvendo no devaneios o insólito engano
De todas as vezes que disser que amo.


De Magela e Elias/Bigumea

Valsa, sorriso de menina




Ontem foi noite de espetáculo de dança...
Em destaque, bailarinos do Bolshoi e Kirov
Em única apresentação...
Do estado de graça, suavidade e leveza.

Uma valsa a fluir pelos ares tecendo harmonia
Dos movimentos entregues ao vento
Um leve sorriso dos corações felizes,
E você em meu pensamento.

Naquele segundo que comparei a leveza dos movimentos
À dança que a tua poesia nos fala!
Quando mãos vão se encontrando
É com sussurro de voz que a vida vai dizendo: te amo mais!

Seria possível atravessar as paredes daquele palco e salão?
Seria possível seguir valsando, sem chão,
Sem passos, sem medidas
Nas ilusões?

Espetáculo! A valsa fixando-se no ar...
Flor a desprende-se do galho...
Rodopiando pelo ar, e cai a mão na cintura-bailarina,
Girando em teus. Adorando teu sorriso de menina.


De Magela/Elias - Bigumea