sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Folha de Acácia




Tudo é vaidade! Querida Tiê...
Falou o girassol orgulhoso e altivo,
Ao pequeno passarinho.
Olhando aquele corpo caído no chão
*
Mastigue seu veneno! Retalhou o gerânio
Entre esse nariz rubicundo e a presente sina,
É tudo igual no mundo
Olhando aquele corpo caído no chão...
*
Tolos!  Se acharem saída a procissão!
Aos homens é pertinente todo descaso,
Todo mal de corpo, alma e coração.
Olhando aquele corpo caído no chão
*
Há mulheres formosas que não notam seus desacertos!
Enchem-se de perfumes, como a ter amores:
Esquecem que a vida passa nos deixando a solidão
Olhava a pequena folha de acácia do jardim caída no chão
*

De Magela – Poesias.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017



Traz felicidade...
Logo cedinho te ver e ter
Um sorriso assim,
Igual ao teu
*
Sorriso lindo demais!
Remete às alturas...
Faz bem a minha alma,
Traz leveza e calma
*
É como se com teu sorriso
Me dissesse apenas:
Está tudo bem...
Está tudo certo
*
Só há boas noticias
Quando é o amor quem escreve
Verdade assim, gosto que seja poesia
A felicidade desse sorriso que só vem de ti
*
Magela e Elias/Sorriso/Devoção.
(Direitos Reservados - lei 9610/98).
Espelho, espelho meu...
Forma súbita de ver a vida
Sob diferentes ângulos
Se Espantar com as imperfeições
E se alegrar com as correções
*
Para alguns é forma
Do infinito desejo:
Ver a imagem que a vida nos dá;
Para outros, ver assim é absinto
*
Morte e labirinto...
Descer no infinito mesmo sem saber
Felicidade para entender as fases
Ajustar na realidade o defeito que possa ter
*
Amor também pode ser imperfeito
O peito ardente pode querer livrar-se de tudo
Olhar no espelho pode não ser a melhor saída
Para tanto sonho não há guarida.
*
De Magela – Poesias/Pode não ser a melhor saída
(Direitos Reservados – Lei 9610/98)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Alados




Já que em mim deitaste esse encanto
Que leva minha alma e o instante
E que no paraíso me sinto
Em gloria pela manhã!
*
Já que em pleno jubilo de tormento
Em plena falta de paz
Na carência de tola esperança,
Olhaste me por dentro!
*
E “saramaguendo ainda juras...
Que nunca fizeste assim,
Na consagração de sentimentos injustos
No amparo da alma, e fim!
*
Nem forças tenho de sair de ti...
Neste cenário de deuses e olhos pagãos!
Pelo sonho vivo, alado...
Pelo amor, descubro o chão!
*
De Magela/Carmem Elias/Alados/Devoção

Não teve medo...




Não teve medo
*
Já se murmura por ai,
Que aos íntimos confiam seus corpos
E que abundam os cantos
Com tais desejos!
*
Vaso ruim!
(Veio o padre a me falar)
Há de ser suplicante, saber de vos,
Que espanto causam tais boatos!
*
De saber que teus olhos se comprazem com pecados,
Que com veludos embrulha em separado, tais ações; 
a causar mal por toda a corte,
cântaro que vive à espera desta fonte!
*
Confesse! Por que és a excessiva dimensão destes caminhos?!
Passas roupas apressadas, em relíquias, as que tu vestes?!
Não! Meu senhor. Benção eu peço... Isso a nada nos remete.
Se amar é pecado, santa emoção que não teve medo de nós dois sozinhos.
*

Desfaçatez



Tamanha era a desfaçatez
Da saudade não jurada,
Daqueles olhos copiosos e,
Daquela boca não beijada
*
Tamanha era a desfaçatez,
Que jurava que caia sobre mim
Um liquido esverdeado, transparente
E que derretia no fim
*
Pingava desde junho
Do frio consagrado pelo canto
Da saudade não jurada
E daquela boca não beijada
*
Deveria derreter a vela do coração de quem ama!
Deveria cair sobre mim aquele liquido quente!
Deveria pingar como a saudade que confessei carente...
Mas não! Tamanha era a desfaçatez.
*
Magela, Elias/Desfaçatez.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Luzes

Luzes
*
Amabilidade, delicadeza...
Encontrei em teus detalhes.
Em cada gesto que formou um novo querer!
Na leveza de teus olhos fazendo o final feliz.
*
Mais uma vez!
Não precisa ser eterno o amor...
Mas se age assim requintado,
Revirando as horas, dias e anos...!
*
Gerando esta festa do teu amor em mim,
Minha vontade será eterna.
Luzes que se acendem para desqualificar as velas!
Fogos de artifícios na docilidade de seus artifícios...!
*
Que todos os nossos desejos
Possam cortar verdades como um acoite,
Pois, cada gesto faz mai um querer,
Misturando delicadezas quando chega a noite.
*
De Magela - Poesias/Daniela Valadares Aleixo
(Direitos Reservados - Lei 9610/98)