sexta-feira, 29 de maio de 2009
Nunca estamos sós
Nunca estamos sós
Mergulhado
No esquecimento...
Reencontro-te.
Fortalecido pelos aplausos...
Desafios vencidos,
Fascínios...
Anseios mais que profundos,
Reencontro-te.
Mas, não é o fim do mundo.
Não morremos assim...
Para depois voltar e assombrar
O coração um do outro.
O amor é mais que isto!
Reencarnamos.
Misturamos nossos silêncios;
Note que misturei meu amor ao seu.
O maior alívio deste drama,
É saber que novamente vou estar comigo.
Não importa o que aconteça:
Reencontro-te.
De Magela
(Adaptação de um texto de Maria Flor)
A falta que você me faz
A falta que você me faz
É espantosa!
Quanta falta você me faz.
Percebo que o presente
Não quer que esteja sem você.
Fico sem pensamento,
Completamente sem chão.
Trabalho apressado...
Para ver se o tempo
Passa.
Ele não passa não!
Fica pesado.
Não quer conversar...
Tem ciúmes.
Por estar sempre
Perto de você.
Sai ventando e, às vezes,
Nem olha pra trás...
O tempo é bobo mesmo.
Não sabe a falta que você me faz.
De Magela
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Perdi três quilos
Perdi três quilos nesta semana...
Não seria nada comparado com o peso
Que devo carregar.
Esse monte de sentimentos que não posso evitar.
Imagine que, olhando pela vidraça
Descobrisse meus pensamentos.
Decompondo esses interiores...
Verificando as dores e as cores.
O maior medo da sinceridade é ser ridícula!
Ter esse amor excessivo e,
Desposar a solidão.
Ser incoerente!
Perdi três quilos em lágrimas,
Que vertiam de mim.
Seguindo caminhos diferentes,
Deixando tudo assim; inconseqüente.
Reforço meus limites...
Involuntariamente em uma ousadia profunda.
Algumas águas querem que tudo simplesmente volte.
Em outras a dor inunda.
De Magela
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Reveja
Uma foto em preto e branco
Foi só o que pedi.
Algo que se possa olhar intensamente e
Reinterpretar.
Na vida é preciso aprender a ver além do que aparece...
Ver além de um só olhar.
O colorido deixa tudo tão rápido...
Com cara de algo fantástico: uma ilustração!
Perde-se na emoção...
Não se volta a questionar.
Formas coloridas podem esconder mentiras...
Que não vemos em um só olhar.
Minha dor é em preto e branco...
Como a poesia triste,
Revelada na escuridão
De algo que sempre insiste.
Na noite, a escuridão revela a lua...
Plano de fundo do meu coração.
Parte da imensidão sem colorido
que o sentimento dissimula.
Quando ver um sorriso,
Não associe beleza e emoção.
Olhe atentamente e torne a olhar...
Siga o coração.
De Magela
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Uma sensação nova
“Ás vezes, ser feliz só não basta”!
Precisamos dar um jeito nas coisas que nos deixaram infelizes,
antes de sermos felizes”.
Assim dizendo, aquela boca revelava traços inconfundíveis de amargura.
Desejos não satisfeitos...
Amor que não amou direito...
Desamor.
Perdido na falsa candura.
Estranhamente seus olhos silenciaram!
Algo impulsivo desviou seu caminho.
Talvez, uma sensação nova, destas que só vem à tarde,
Trazida pela brisa.
Que mistérios são esses...
a me amarrar neste olhar?
Esse palor?
Que me acha de madrugada e sozinho.
De Magela
domingo, 24 de maio de 2009
soprou
Num carinho suave a brisa soprou
Em meus ouvidos...
Como um murmúrio doce e,
Sem desculpa, me fez adormecer.
Se perguntarem por onde andei,
Digo que não sei.
A poesia é como um sonho...
É assim que sempre lembro de você.
Sei quando a noite cai.
Sinto quando a brisa quer me levar.
Sei o gosto do seu beijo.
Por isso, não quero acordar.
Quando a brisa sopra de manhã, deixa um jeito assim:
O gosto de beijo num sonho;
Com o toque da sua alegria...
E, esse amor que nunca sonhei pra mim.
De Magela
Atrás da vidraça a chuva não alcança.
Mas, mistura meus pensamentos.
Mistura-os as águas...
Sem quaisquer encantamentos.
Águas que rompem os vidros e molham o rosto,
Para resgatar uma lembrança ardente.
E a chuva corre tão fria...
Junto a uma emoção mais quente.
Fico mudo.
Inverte-se o universo, inverte tudo!
Quem deve correr a cântaros?
Quem enxugará o pranto?
Nenhum rosto desenha pingos escorridos.
Nem toda curiosidade é esse pecado.
Nos beijos, havia sobrevivido...
Do amor demasiado que tinha sonhado.
Com chuva, tudo lá fora se cobre com mágoas.
Se, do sonho voltei; precisarei de outra viagem.
Porque, nada se parece com minha inspiração
Na espera de estiagem.
De Magela
Ficou presa...
Entalada!
Está presente e,
Não me consente.
Não saindo...
Judia.
Porque, não sou um Serafim,
Nem sou tão santo assim.
Quer explodir no meu peito,
Ai de mim!
Não faço nada direito...
Por que esse fim?
A resposta está nos olhos dela...
Faróis, que facilmente me levam daqui.
Fizerem-me diferente, eu sei...
Mas não consentem.
Judia que é verdade!
Ficou parada, parecendo defeito.
Culpada é a saudade nesta hora amargurada
Deixando sem final e uma lágrima entalada.
De Magela
terça-feira, 19 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Excentricidade
Zombeteira
Distribuo segredos
Todos os dias.
Nossas partes ficam amostra
Em versos, sonetos, poesias...
Aqueles versos que com emoção
Devolvem o carinho dos dias
E outros...
Apenas são
Alimento amor pra mais um ano
Tudo na vida é uma ilusão.
Que esperança e paciência
Sucumbe no desengano
Deitado numa cama de sete varas
Numa forma hilariante
Vive alegre e conformada
Aquela velha saudade
Diz zombeteira dos meus segredos...
Debocha de meu verso carente
Grita aos quatro ventos:
Que não é amor o que a gente sente
De Magela
Repousa em suas mãos
Ao recordar
Nossos momentos
Acabo criando outros
E neles existem saudades
Quando meu pensamento
Parte nesta viagem
Extraordinariamente se reveste de inspiração
E outras vontades
O que penso inspira paz
Tanto que, tranco meu espírito
Coisa belas expressas sem dor
Paisagens coloridas pelo amor
Minha inspiração fica escondida
Na partes mais singela dos seus olhos
Faróis radiantes lá no fundo de minha alma
Mesmo na saudade, crio a calma
Regresso do meu sonho
Inocente com meus lábios pagãos
No silencio meu amor passeia
Pois, repousa o coração em suas mãos
De Magela
Um veneno tão suave.
Tenho medo
De tudo que
Seja diferente
De mim.
Percorro seu
Corpo...
E não consigo
Explicá-lo.
Um medo assim...
Tenho medo,
Porque, Entre nós
Não existem
Fronteiras
Medo de encontrar
Sua boca no caminho
De minha alma.
Você faz meu coração
Se perder em armadilhas...
E,torna o amor um veneno tão suave.
De Magela
O que mais teme?
O que mais teme?
Temo ficar sem você.
Conflitos?
Todos e mais um.
Alguma negligência?
Não revelar
O que esta ausência
Consente.
Carência?
Só uma.
Não acreditar facilmente no que os outros crêem.
Não recorrer a gritos,
Mas a razão.
Saber que sempre serei sozinho
Por escolher, das formas da dor,
A mais insegura:
Acreditei no amor.
De Magela
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Rasque e queima!
Por dez anos...
Desejei travar diálogo
Com meu coração e,
Sempre ele disse não!
Temperamento bobo; de apaixonado.
Viajante do mundo ai de fora...
Cosmopolitando pela vida
Que ficou frustrado.
Por improvisar sem minúcias uma comédia diária
Sem deixar que se leia
O que suas crônicas dizem:
Por ser o autor, traçou sua teia.
Artista envergonhado...
Que se perdeu na emoção.
Homem ilustrado que não sabe dizer:
Não!
Finalmente, e, quase louco.
Não pode mais viajar para se divertir.
Quis dialogar e dizer...
Leia tudo o que queira, mas sê feliz.
Não mais entendo, a razão de ter coração.
Nem quero viver preso a este dilema...
Prefiro a introspecção.
Quanto ao escrito; rasgue e queima.
De Magela
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Quanto se morre por sonhar
Acorda do seu sonho e me diz:
Foi meu amor quem lhe conteve satisfeita.
Com isto, da-me aquele beijo.
Diz que sou como antes.
Que nossos corpos tem calor.
Que meus olhos buscaram seus desertos.
Que é tão bom ter-me aqui bem perto.
Em lembrar, que quase nada restou...
Quando nos lançamos pela noite escura.
Deitando, recomeçando, morrendo vivendo.
Quando estivemos juntos mais uma vez.
A chama que brilhava voltando a me buscar...
Cansado parei.
Acordei.
Voltei do fim do sonho...
Achei maravilhoso ter mais esta desilusão.
Porque já sabia, do quanto se morre por sonhar.
De Magela 11/07/1979 M07
Audácia
Amor...
Hipótese poética que na imaginação inunda.
Conjuntura sugerida para dizer:
Que é maior que tudo!
Maior que vida.
Por espargir tintas nas flores...
Por ser a desobediente perspicácia que aceita simplesmente.
Por desenhar a verdade das cores...
Como criança; só amar
Desabona truques da saudade...
Descobre sem ter ofício,
A simplicidade que existe
Em querer uma verdade.
Imagem que se atormenta num coração...
Já não contém sua audácia.
Subordina-me a este destino,
Não importa o que eu faça.
De Magela
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Espetáculo!
Espetáculo
Desaloja!
Saí do meu peito.
Quem encerra não consente.
Mente.
Despreza com realidade...
Desfrute o momento seu.
Trata-me com maldade...
Faça-me senti dor.
Desdobra seu corpo,
Tira-o de cima do meu.
Não há mais espaço
Esqueça que sou teu.
(A rejeição cria reforço na identidade)
Não ligue; é só mais um espetáculo.
Esquece tudo!
Ama-me com vontade.
De Magela
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Dualidade
Dualidade é a fatalidade do homem
Em querer ser...
Belo e feio, eternamente:
Como corpo e alma.
Num instante qualquer da emoção...
Da alma tão bela e eterna.
Em muitos outros é só um corpo que cai;
È relativa.
Beleza circunstancial que,
Dependente da paixão.
Apropriada em descobrir os desafios
Desenhados por essa quantificação.
Sua beleza quando aflora em mim
Revela mais que a racionalidade.
História de belo e feio...
Matéria viva de fragilidade.
O amor é uma obra perfeita da natureza
Vestida com intensidade.
Encontra com gravuras nossos extremos...
Deixando no peito esta fatalidade.
De Magela
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Sala vazia
Olho a sala vazia...
Parece fechada pelo tempo.
Há poeira sobre o chão
Que tantas vezes nos serviu de cama.
Dá pra se ver a solidão.
Olho o olhar dos móveis dali...
Olho a sala vazia.
Lembro de como era bela:
A nossa casa amarela.
O sorriso que existia só existia ali.
Da brisa que pela janela sempre ia entrando.
E que agora virou saudade.
De Magela
terça-feira, 5 de maio de 2009
E todo o seu amor era mentira!
Era apenas a necessidade de segurança;
olhos e paixão.
Tudo de antigamente renovado
Em mais uma fantasia...
Mais uma decepção.
Mundo louco!
Mundo meu...
Onde eu era várias penas
que escreviam sonhos que falavam de amor.
O seu amor era uma mentira,
E agora nem uma marca
Ele me deixou.
De Magela 22/11/1980
Noite escura...
Pacto entre a lua e eu.
Soprando o vento revela o desejo:
Ilusão que não valeu.
Grito preso na garganta...
Amor e dor, ás vezes, se espantam.
Deixam essa vontade de correr
Para esquecer.
A matilha segue atrás...
Correndo fazem um véu.
A lua que parece dança
Feito criança no céu.
Sorrindo olha...
Pede para não temer.
Amargor, saudades as verdades
Que só a noite revela.
Para quem tem amor...
Há sempre uma saída
Quando for longa a espera
Do que possa acontecer.
Devagar ela vai.
Lobos, homens e o vento não vão a lugar nenhum.
Grita a noite com um só pensamento:
Na alegria ou na dor, somos um.
De Magela
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