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Mãos inteligentes que dançam e semeiam...
Vozes pintadas de todas as cores.
Que a todos os amores permeiam
Decompondo suas dores.
Vozes sujas de saudade!
Saudade, que invento sem discernimento,
Para esconder uma verdade,
Que não revela o pensamento.
Mãos que tocam o rosto!
Este navio sufocado e confuso...
Que chora por quem partiu
Num pesadelo obtuso.
Rogo que não revele o segredo meu!
Do meu amor cigano sobre a terra.
Atônito olhar que a aflição de amar, nunca venceu.
Aturdido, descobre que o amor é como o mar, e erra.
De Magela